sexta-feira, 8 de março de 2013
A maestria da dor
Enquanto circula vorazmente
Dentro do meu corpo
Ao bel prazer de seu mordaz
Desejo de fazer-se sentir
A dor
Transcende sua própria mesquinhez
Ao maestrar os movimentos da minha mão
Empunhando com destreza a caneta
Contra a passividade do papel
Fazendo-o gemer.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Nada mais se acha
Tanto se perde nos caminhos não trilhados
Tanto se perde às margens das decisões não tomadas
Tanto se perde nos colapsos nervosos do medo não superado
Tanto se perde
Que quando nos damos conta
Nada mais se acha.
A palavra
A palavra
Escrita ou falada
Doces poemas
Balbuciadas
As vezes ordena
Declamadas
As vezes condena
Apaixonadas
A palavra
Escrita ou falada
Em si o antídoto
Em si o que mata
A palavra
E tanto amor sem palavras
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