terça-feira, 28 de agosto de 2018

Os mundos reais

Os mundos reais

Pelos olhos das pessoas na rua
Eu mergulhos em mundos reais
E os vivencio
São dores e alegrias
Que me fazem crer no sentido da palavra humanidade.

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Desencanto desse mundo de encantos fugidios
O que voga é o vazio
O raso e pueril
Nesse antro doentio
Em desencanto

No limiar da esperança

No limiar da esperança

A dor é de existir
De fazer parte
Da ciência da ancestralidade
Compactuar com a maldade
E insistir nesse existir
Por ação ou omissão
Já não importa
Peso que não faz distinção
Igualmente sem perdão
Pecado da respiração
Que impele o existir
Nos empurra a prosseguir
Obriga a continuar
E ainda coabitar
Nesse mar de atrocidade que nos cabe
Nesse mundo horripilante que nos invade
Entranhas e personalidade
Do que chamam humanidade