No limiar da esperança A dor é de existir De fazer parte Da ciência da ancestralidade Compactuar com a maldade E insistir nesse existir Por ação ou omissão Já não importa Peso que não faz distinção Igualmente sem perdão Pecado da respiração Que impele o existir Nos empurra a prosseguir Obriga a continuar E ainda coabitar Nesse mar de atrocidade que nos cabe Nesse mundo horripilante que nos invade Entranhas e personalidade Do que chamam humanidade