quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Prisão de mim

       Prisão de mim
      Hévellyn Patrícia - 03/12/13

      Em monólogos infindáveis com a solidão inquietante que insiste em fazer-se presente, ouço o silêncio gritante de uma alma atormentada à procura de liberdade.      Em sua lamuriosa labuta e inesgotável determinação, dia após dia prostra-se enraivecida e impertinente, em posição de sentido à declamar-se audível, aos meus, costumeiramente surdos, ouvidos.      Impalatáveis palavras, de composição indigesta são deflagradas em complexas conexões de verdades incontestáveis, culminam lacrimosamente  à jorrar dos meus olhos cor amarelo fogo ardente.      Emudecida e engasgada, eu, prisão de mim mesma, resigno-me a ouvir-me.