Embora a primeira palavra que me vem a mente
seja, arrependimento, não é exatamente o sentimento que tenho em mim nesse
momento. E não é, pelo meu entendimento do que precisamos vivenciar para
crescer.
Nem sei se alcançarei algum crescimento nessa vida. Nem sei de quantas
vidas mais precisarei para tentar alcançar um
patamar qualquer, mínimo na escala básica de requisitos, para fazer parte dos
merecedores e dignos de uma vida rasteiramente aceitável para evolução.
Evolução no sentido de conseguir sobrepor às deturpações de sentimentos
essencialmente bons e divinos, porém maculados em sua significância e em seu
fundamento. Propiciando e embasando assim, atitudes desumanas em nome de
sentimentos como o amor.
Miserável é o ser humano que não controla suas emoções mesquinhas.
Indigno é o ser humano que no auge de seu egoísmo, esquece de prestar atenção
aos sentimentos dos outros. Covarde e insano é quem se entrega de modo
destruidor às tentações mórbidas e ultrajantes de atirar sua mesquinhez (como
medo, carência, insegurança, frustrações, incapacidades de compreensão) no ser
amado, em forma de palavras endurecidas, raivosas, grotescas e deploráveis, com
a mísera intenção de aliviar suas próprias dores, como se a dor causada no
outro, de alguma forma, amenizasse as próprias dores.
E ainda mais difícil e doloroso, é a consciência no outro dia, que a dor
que nos acometia, não apenas redobrou, como contagiou o outro, o ser amado e o encheu de uma tristeza indevida e
desnecessária. É a ressaca moral que nos envergonha
perante nós mesmos e nos impossibilita de olhar no espelho com o mínimo de
hombridade.
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