Prisão de mim
Hévellyn Patrícia - 03/12/13
Em monólogos infindáveis com a solidão inquietante que insiste em fazer-se presente, ouço o silêncio gritante de uma alma atormentada à procura de liberdade. Em sua lamuriosa labuta e inesgotável determinação, dia após dia prostra-se enraivecida e impertinente, em posição de sentido à declamar-se audível, aos meus, costumeiramente surdos, ouvidos. Impalatáveis palavras, de composição indigesta são deflagradas em complexas conexões de verdades incontestáveis, culminam lacrimosamente à jorrar dos meus olhos cor amarelo fogo ardente. Emudecida e engasgada, eu, prisão de mim mesma, resigno-me a ouvir-me.
eu, prisão de mim mesma, ouço, mas não entendo.
ResponderExcluiraté hoje não entendo.