Nós costumamos achar as pessoas mais velhas, mais intolerantes. Geralmente elas são, ao ver das pessoas mais novas e certamente menos experientes, pessoas com um grau de intolerância elevado, em outras palavras, pavio curto, ranzinza, rabugentos mesmo...
Paradoxalmente, muitas pessoas mais velhas passam a ter um olhar menos crítico, no que diz respeito às incontáveis falhas e equívocos dos mais novos. Parece que a paciência torna-se mais presente e a temperança parece apenas se fazer presente nesse estágio da vida.
Se o que eu estou dizendo não parece ter lógica, certamente é porque você ( leitor ) é um jovem ou ao menos ainda não consegue enxergar que a vida pode ser menos tempestiva.
Tenho observado com meticulosa atenção o comportamento de pessoas mais velhas ultimamente e percebo facilmente esse comportamento, aparentemente dúbio, mas que na realidade é apenas a maturidade e a experiência, unindo-se à percepção de que os anos se passaram rapidamente e que apesar do muito vivenciado, muito tempo foi perdido, jogado fora com pequenas coisas, como preocupações, tensões, hábitos e preceitos, muitas vezes adquiridos, entre outras coisas. E nesse estágio da vida, onde a própria vida passa a ser mais valorizada, cada minuto passa a ser um instante precioso.
É com esse raciocínio em mente, que entendemos esse comportamento típico das pessoas mais experientes e que podemos chamar de sabedoria.
As pessoas mais sábias não perdem tempo com picuinhas que afetam o desenrolar das situações; com ironias que afetam o entendimento e a veracidade dos sentimentos; com preocupações que em nada podem alterar o destino do que há de vir; com medos que impedem que momentos felizes sejam vividos, com medo de que tais momentos acabem, e com tais coisas perdem a paciência, se apoquentam e rechaçam veementemente para longe de si e acabam por irritar-se com os que deles fazem uso freqüente.
Por outro lado, sãos as pessoas mais sábias que entendem os comportamentos mais passionais, extravagantes, gritantes, de cunho até agressivo, que denotam a personalidade a se formar, as lutas pelas liberdades utópicas, as paixões juvenis por assim dizer... por entenderem que são essas as atitudes que fazem a vida valer a pena. O que é feito com o coração para vivenciar o alívio da alma, libertando as paixões que apertam o peito.
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