Desejos asfixiados na improbabilidade
Admite para si a dor latente do não se concluir
Provável esquiva amedrontada de um ser confuso
Confunde-se por si e em si
Vagando em passeios densos
Possivelmente nas linhas retas da inflexão
Cortejada pela loucura sucumbe ao caos
Deleita-se na leveza da liberdade experienciada
Sem mais temer o medo de sentir medo
Entrega-se
Inspira ar
Expira nada
Olha em volta e aprecia
Não há mais asfixia
Só a dor incongruente da falta irreparável
E a certeza indefectível no rastro da agonia
Que as flores no vaso brotariam
Se nele não houvesse covardia
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