quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Poder

Poder. 
Estive pensando nessa palavrinha esses dias e em como ela é usada e principalmente utilizada como escudo para esconder as incapacidades pessoais, camuflarmos nossa covardia e nos protegermos dessas verdade dolorosas. Afinal, é muito mais fácil e indolor dizer, eu não posso, porque assim, o "poder" estará sendo transferido para outro lugar, outra situação ou outra pessoa. 
Se eu não posso, é porque alguém, ou algo,  tem um poder maior que o meu e me impede. 

Quem está no poder (político), tem o "poder" de fazer o que tem que ser feito. Mas se/quando não é feito, nos escondemos atrás da palavra "poder" e esquecemos que o "poder" que, quem está no poder, tem, foi concedido por nós e não agimos. Mais uma vez, nos colocamos atrás do tal escudo chamado Poder. 

No dicionário (o aurélio), o conceito de poder é tão extenso que é subdividido em dezoito partes. Mas todas (salvo a autoridade constituída) denotam uma capacidade que nos é inerente. Mas socialmente, aprendemos a não valorizar nossas capacidade natas. Somos domesticados.

Lembrei de um trecho em que Clarissa Pinkola, nos fala da nossa inexorável lembrança do feminino selvagem: 

"Trata-se da lembrança do nosso parentesco absoluto, inegável e irrevogável com o feminino selvagem, um relacionamento que pode ter se tornado espectral pela negligência, que pode ter sido soterrado pelo excesso de domesticação, proscrito pela cultura que nos cerca ou simplesmente não ser mais compreendido. Podemos ter-nos esquecido do seu nome, podemos não atender quando ela chama o nosso; mas na nossa medula nós a conhecemos e sentimos sua falta. Sabemos que ela nos pertence; bem como nós a ela."

Bem que o trecho pode calhar perfeitamente a outras muitas situações, mas calha bem com o "poder" que esquecemos que temos e/ou outorgamos aos outros, fugindo às nossas responsabilidades, acovardados pelo medo mórbido de errar, ou talvez de acertar. 
É, nem todos aguentamos o acerto, também. Mas isso é muita psicologia para uma leiga. Deixa pra lá, deixa para quando eu tiver com mais "poder" (coragem para tentar) para falar sobre. 






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