quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Meio indignada com algumas coisas ( ações de terceiros ), estou aqui refletindo sobre uma mensagem que eu acabei de receber. Era uma mensagem de estima, para levantar o astral. Dizia que estamos exatamente onde deveríamos estar. Que tudo que estamos procurando, também está a nossa procura, mas a nossa inquietação acaba por causar os desencontros e tal e tal.

Se isso for verdade, eu sou uma esquizofrênica.

Sim, inquieta, eu sou mesmo. Pode ser que por isso, o que eu procuro e consequentemente me procura também, não me acha. E em seu lugar, como por carma, surge em seu lugar um oposto.

Odeio o morno. Gente eu odeio o morno!!

Gosto da água gelada batendo nas minhas costas, fazendo meu corpo todo estremecer e arrepiar. Gosto da água quente, que abraça  a minha pele enquanto escorre pelo meu corpo, me alocando exatamente em uma aconchegante estrutura delimitante de calor e fogo.
Já o morno, que sensação me causa? Uma coisa duvidosa, indecisa. Nem isso, nem aquilo. Nem doce, nem salgado.
Onde fica então a sensação de experimentar, de fato? Se mergulhar, de fato? De se jogar, de fato?
Não, definitivamente não nasci para o morno! Gosto das emoções das decisões. De ter em minhas mãos o poder de experimentar, seja o erro, ou o acerto, e dizer, é tudo mérito meu.
Não gosto de não saber onde piso e não gosto de não poder explorar o terreno que se prostra a minha frente.
Mostro-me ao mundo. Revelo-me exatamente como sou, compreendida ou não, estou à mostra. Sou confusa, inquieta, petulante, impaciente, intempestiva. Mas sou. Pior é não ser, não dar-se aos extremos (que nos clamam). Pior é achar-se confortável na mesmice e segurança do morno!
Odeio o morno!

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