Nem sempre nosso discurso é coerente com nossas ações. E algumas vezes nossas ações são guiadas para romper com as barreiras previsíveis do politicamente correto, do esperado, do coerente e aceitável.
Enquanto o discurso está revestido e entranhado de lógica, métrica ( uma paranóica tentativa de perfeição), a ação não mediada pela racionalidade está embriagada pela paixão dos seres sedentos pelo pleno viver.
Talvez, discurso e ação, sejam em si, o perfeito mediador e/ou catalisador, direta ou inversamente proporcional, um do outro. Um sirva para demonstrar o grau de incongruência manifesto nas suas aplicabilidades isoladas.
Passar a vida no mundo das ações apaixonadas pode ser perigoso pela falta de um terreno firme onde pisar e firmar nossas convicções. Já no mundo dos discursos, há o sério risco de simplesmente não nos darmos conta da essência humana e imperfeita das nossas emoções.
Cruzar paralelas é o desafio. Será que se cruzam em algum momento? Ou servem apenas como parâmetro de comparação uma para a outra, realizando cada qual seu papel, exatamente onde e como estão, modificando-se mutuamente à medida em que são consideradas, juntas ou isoladamente?
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