quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sede que não passa

Que sede é essa que me toma por completo
Inunda a boca com um prazer deserto
Tem gosto de menta doce e quente
Adoça, aquece e atormenta

Que sede é essa que me invade e me persegue
Que me inquieta, me acende e não se atreve
Me domina, sobretudo ausente
Me domina, me submete

Que sede é essa que não passa
Nem com água nem com carícia
Parece que nada a sacia

Sinto o deserto arder na boca minha
Sem dó, sem pena, sem cura
Pois só tua saliva me inundaria









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